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Quatro Estados cristãos — Portugal, Castela, Aragão e Navarra — e um muçulmano — Granada — ocupavam a península ibérica no início do século XV. Cada um deles prosseguia interesses políticos próprios e estabelecera a sua ordem socioeconómica e cultural. Convirá analisar sucintamente o papel que desempenharam na Europa e como decorreram as mútuas relações.
Em 1400, Portugal e Castela assentaram tréguas em Segóvia, por três anos, tréguas que foram renovadas, em 6 de Outubro de 1403, por mais dez anos.
Desde o tempo de D. Fernando I que se vinha acentuando entre os Portugueses a convicção de que era necessário, para a segurança do Estado, libertar as rotas marítimas ameaçadas pelas frotas castelhanas e pelos corsários norte-africanos, pois, por terra, Castela cortava-nos as vias terrestres de acesso ao coração da Europa.
O tratado castelhano-aragonês de Monteagudo partilhara o norte de África, pelo rio Muluia, entre os dois países e reservara para Castela a conquista do reino granadino 1. Para contrariar as tendências hegemónicas castelhanas e aragonesas, contara-se com a interferência da autoridade soberana de Roma. [...]»
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