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A actividade censória existiu e existe em todos os regimes autoritários. Os tiranos buscaram sempre controlar a expressão dos seus súbditos; e se há censura à expressão oral, muito mais se aperta ela à escrita, dado que a audiência desta pode ser muito mais vasta e qualificada. Daí que vejamos, no século XV, tanto o poder civil como as forças religiosas utilizarem a Imprensa recém-aparecida na sua propaganda, na defesa dos seus direitos e no combate aos seus adversários.
O poder de comunicabilidade aproxima os homens; por isso não é de estranhar o serem contemporâneas da Imprensa as palavras humanismo e humanista. Ressuscitavam-se as «letras humanas» clássicas, tanto gregas como latinas; mas, com as letras humanas, se consciencializaram os homens dos seus direitos. «Esse termo “humanista” existe desde o século XV na Itália e desde o século XVI na língua de outras regiões da Europa: começou a designar, há pouco mais de cento e cinquenta anos, a fase histórica das humaniores litterae de uma época prestigiosa, apelidada, talvez não adequadamente, de Renascimento.» O Humanismo pode datar-se, em Portugal, «dos finais do século XV, mas exactamente, datável de 1485 em diante». [...]»
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