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- Quando empreendem a gramaticalização das línguas vulgares, os Gramáticos do Renascimento confrontam-se com dois princípios contraditórios e à primeira vista inconciliáveis: o princípio da anomalia e o da analogia que, desde a polémica antiga entre Alexandrinos e Pergamianos, dividira o pensamento linguístico.
- Ora, seduzidos pela regularidade lógica e de proporção que o conceito de analogia implicava, começam por encontrar, na realidade linguística cuja análise empreendem, uma irregularidade que corresponde ao conceito de anomalia. Essa irregularidade, de certo modo, os surpreende e desconcerta.
- Um conceito ― recuperado também a partir da Antiguidade, designadamente da doutrina de Varrão e de Quintiliano ― vem, de alguma maneira, legitimar essa anomalia: o conceito de uso.
- Os humanistas de uma Idade já moderna, actores e espectadores, como em grande teatro, duma acção que envolve uma viragem epistemológica ― a grande viragem do Renascimento... [...]»
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O Instituto Camões irá disponibilizar, através do Centro Virtual Camões, todos os volumes da colecção, BIBLIOTECA BREVE, no formato «pdf», que permite uma impressão de grande qualidade.
Os volumes que estiverem esgotados no mercado estarão acessíveis ao público em geral. Os que ainda se encontram à venda serão, mediante pedido de envio de palavra-chave para , postos à disposição de:
. Responsáveis de Centros Culturais Portugueses
. Responsáveis de Centros de Língua Portuguesa
. Professores e Investigadores estrangeiros de Língua e Cultura Portuguesas
. Leitores de Português das Universidades estrangeiras
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