es. En­tão, o Sen­hor disse: «O Meu es­píri­to não per­manecerá in­definida­mente no homem, pois o homem é carne, e os seus dias não ul­tra­pas­sarão os cen­to e vinte anos.» Naque­le tem­po, havia gi­gantes na ter­ra, e tam­bém de­pois, quan­do os fil­hos de Deus se uni­ram às fil­has dos home­ns e de­las tiver­am fil­hos. Foram ess­es os famosos heróis dos tem­pos re­mo­tos. 

  Cor­rupção da hu­manidade 

  O Sen­hor re­con­heceu que a mal­dade dos home­ns era grande na ter­ra, que to­dos os seus pen­sa­men­tos e de­se­jos ten­di­am sem­pre e uni­ca­mente para o mal. O Sen­hor ar­repen­deu-​Se de ter cri­ado o homem so­bre a ter­ra, e o Seu coração sofreu amarga­mente. E o Sen­hor disse: «Elim­inarei da face da ter­ra o homem que Eu criei, e, jun­ta­mente com o homem, os an­imais domés­ti­cos, os répteis e as aves dos céus, pois es­tou ar­repen­di­do de os ter feito.» Noé, porém, achou graça aos ol­hos do Sen­hor. 

  Este é o re­la­to da de­scendên­cia de Noé. Noé era um homem jus­to e per­feito en­tre os home­ns do seu tem­po, e an­da­va sem­pre com Deus. Noé teve três fil­hos: Sem, Cam e Jafet.

  A ter­ra es­ta­va cor­romp­ida di­ante dos ol­hos de Deus, e cheia de in­iq­uidade. Deus ol­hou para a ter­ra e viu que ela es­ta­va cor­romp­ida, pois to­da a carne seguia, na ter­ra, a sen­da da cor­rupção. 

  A ar­ca 

  En­tão Deus disse a Noé: «O fim de to­dos (os home­ns) chegou di­ante de Mim, pois encher­am a ter­ra de in­iq­uidades. Vou ex­ter­miná-​los, as­sim co­mo à ter­ra. Con­strói uma ar­ca de madeiras resinosas. Di­vi­di-​la-​ás em com­par­ti­men­tos e calafetá-​la-​ás com be­tume por fo­ra e por den­tro. Hás-​de fazê-​la des­ta maneira: o com­pri­men­to será de trezen­tos cô­va­dos, a largu­ra de cin­quen­ta cô­va­dos; e a al­tura, de trin­ta cô­va­dos. Ao al­to, farás nela uma janela à qual darás a di­men­são de um cô­va­do. Colo­carás a por­ta da ar­ca a um la­do, con­stru­irás nela um an­dar in­fe­ri­or, um se­gun­do e um ter­ceiro an­dar, pois vou lançar um dilúvio, que tu­do in­un­dan­do, elim­inará de­baixo do céu to­do o ser an­imal, com so­pro de vi­da. Tu­do quan­to ex­iste na ter­ra pere­cerá. Con­ti­go, porém, farei a Min­ha aliança: en­trarás na ar­ca com os teus fil­hos, a tua mul­her e as mul­heres dos teus fil­hos. De tu­do o que tem vi­da, de to­dos os an­imais, levarás para a ar­ca dois de ca­da es­pé­cie, para os con­ser­vares vivos jun­to de ti: um ma­cho e uma fêmea. De ca­da es­pé­cie de aves, de ca­da es­pé­cie de quadrú­pedes, e de ca­da es­pé­cie de an­imais que raste­jam pela ter­ra, um casal virá ter con­ti­go para que lhe con­serves a vi­da. Recol­he tu­do quan­to há de comestíveis, ar­mazena-​os, a fim de te servirem de al­imen­to, as­sim co­mo a eles.» 

  Noé começou a tra­bal­har; ex­ecutou tu­do o que lhe fo­ra or­de­na­do por Deus. 

  7. 

  O Sen­hor disse, de­pois, a Noé: «En­tra na ar­ca, tu e to­da a tua casa, porque só a ti re­con­heci co­mo jus­to a Meus ol­hos, nes­ta ger­ação. De to­dos os an­imais puros levarás con­ti­go sete pares, o ma­cho e a fêmea; dos an­imais que não são puros, levarás um par, o ma­cho e a sua fêmea; das aves do céu, tam­bém sete pares, ma­cho e fêmea, a fim de con­ser­vares a raça de­las vi­va so­bre a ter­ra. Porque den­tro de sete dias, vou man­dar chu­va so­bre a ter­ra du­rante quarenta dias e quarenta noites, e ex­ter­minarei na su­per­fí­cie de to­da a ter­ra to­dos os seres viventes que Eu fiz». E Noé cumpriu tu­do quan­to o Sen­hor lhe or­denara.

  Noé tin­ha seis­cen­tos anos quan­do o dilúvio caiu so­bre a ter­ra. Para fu­gir à in­un­dação, en­trou na ar­ca com os fil­hos, a mul­her e as mul­heres dos seus fil