da mais sete dias, de­pois tornou a soltar a pom­ba, mas, des­ta vez, ela não re­gres­sou mais para jun­to dele. 

  A ar­ca em ter­ra 

  No ano seis­cen­tos e um, no primeiro dia do primeiro mês, as águas começaram a se­car so­bre a ter­ra. Noé abriu o tec­to da ar­ca e viu que a su­per­fí­cie da ter­ra es­ta­va se­ca. No vigési­mo sé­ti­mo dia do se­gun­do mês, a ter­ra es­ta­va se­ca. 

  Deus, en­tão, disse a Noé: «Sai da ar­ca com a tua mul­her, os teus fil­hos e as mul­heres dos teus fil­hos. Re­ti­ra tam­bém da ar­ca os an­imais de to­da a es­pé­cie que es­tão con­ti­go, as aves, os quadrú­pedes, os répteis to­dos que raste­jam pela ter­ra, a fim de se es­pal­harem pela ter­ra: e se­jam fe­cun­dos e mul­ti­pliquem-​se so­bre a ter­ra.»

  Noé saiu com os seus fil­hos, a sua mul­her e as mul­heres dos seus fil­hos. To­dos os an­imais sel­vagens, to­dos os répteis, to­das as aves, to­dos os seres que se movem so­bre a ter­ra, se­gun­do as suas es­pé­cies tam­bém saíram da ar­ca. 

  Noé con­stru­iu um al­tar ao Sen­hor e, de to­dos os an­imais puros e de to­das as aves puras, ofer­eceu holo­caus­tos no al­tar. O Sen­hor sen­tiu o agradáv­el odor e disse no Seu coração: «De fu­turo não amaldiçoarei mais a ter­ra por causa do homem, da­do que as tendên­cias do coração hu­mano são más, des­de a ju­ven­tude, e não voltarei a cas­ti­gar os seres vivos, co­mo fiz. En­quan­to sub­si­stir a ter­ra, haverá sem­pre a se­menteira e a col­hei­ta, o frio e o calor, o Verão e o In­ver­no, o dia e a noite.» 

  LIVRO DE JONAS


1. Jonas Enviado a Nínive 


  A palavra do Sen­hor foi di­rigi­da a Jonas, fil­ho de Ami­tai, nestes ter­mos: «Lev­an­ta-​te, vai a Nínive, a grande cidade, e anun­cia-​lh­es que a sua mal­dade subiu até à Min­ha pre­sença.» Jonas, porém, pôs-​se a cam­in­ho, na di­recção de Tár­sis, fug­in­do da face do Sen­hor. De­sceu a Jafa, onde en­con­trou um navio que par­tia para Tár­sis; pagou a sua pas­sagem e em­bar­cou nele para ir com os out­ros pas­sageiros a Tár­sis, longe da face do Sen­hor. 

  A tem­pes­tade 

  Porém, o Sen­hor fez vir so­bre o mar um ven­to im­petu­oso e levan­tou no mar uma tão grande tem­pes­tade que a em­bar­cação ameaça­va de­spedaçar-​se. Cheios de me­do, os mar­in­heiros puser­am-​se a in­vo­car ca­da um o seu deus, e al­ijaram ao mar to­da a car­ga do navio para o aliviarem. En­tre­tan­to, Jonas tin­ha de­sci­do ao porão do navio e, dei­tan­do-​se ali, dormia pro­fun­da­mente. O capitão do navio foi ter com ele e disse-​lhe: «Dormes? Que fazes aqui? Lev­an­ta-​te, in­vo­ca o teu Deus, a ver se por­ven­tu­ra Se lem­bra de nós e nos livra da morte.» Em segui­da dis­ser­am uns para os out­ros: «Vin­de e deit­emos sortes, para saber­mos quem é a causa deste mal.» Lançaram sortes e caiu a sorte so­bre Jonas. En­tão dis­ser­am-​lhe: «Dize-​nos por que nos acon­te­ceu este mal. Qual é a tua profis­são? Donde vens? Qual a tua ter­ra e a que po­vo per­tences?» Ele re­spon­deu-​lh­es: «Sou he­breu e adoro o Sen­hor, Deus do céu, que fez os mares e a ter­ra.» En­tão aque­les home­ns ficaram pos­suí­dos de grande me­do, e dis­ser­am-​lhe: «Por que fizeste is­to?» Com efeito com­preen­der­am, ao ou­virem a con­fis­são de Jonas, que ele ia fug­in­do do Sen­hor. Dis­ser­am-​lhe: «Que te have­mos de faz­er, para que o mar se nos acalme?» Porque o mar se em­brave­cia ca­da vez mais. Ele re­spon­deu-​lh­es: «Pe­gai em mim e lançai-​me ao mar e o mar se acal­mará, porque sei que por min­ha causa é que vos so­breveio es­ta grande tem­pes­tade.» 

  Lança­do ao mar 

  Os home­ns re­mavam para ver se con­seguiam gan­har a ter­ra, mas em vão, porque o mar ca­da vez mais se em­brave­cia con­tra eles. E