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Évora é uma cidade alentejana que nos deixa enfeitiçados com o ambiente mágico que já vem dos rituais da Pré-história. Começamos a nossa visita de madrugada a contemplar o cromeleque da «Portela de Modos» que fica nos arredores de Évora e a pensar sobre a passagem do tempo, a vida e a morte.
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Não nos podemos esquecer de que temos o encontro marcado às nove horas da manhã, com o nosso amigo António, na praça principal da cidade que se chama Praça do Geraldo. Após a visita ao cromeleque, estamos preparados para ouvir o nosso amigo falar-nos de alguns aspectos históricos:
«Évora, de fundação pré-romana e a que Plínio-o-Velho chamou Ebora Cerealis...
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Começamos a compreender como este espaço, que está tão longe do mar, tem vários monumentos simbólicos das fases mais importantes da História de Portugal. António sugere um percurso pelo tempo da história.
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Paramos no templo de Diana, rodeado pela Sé, Paço dos Inquisidores de Évora, Tribunal da Inquisição, Igreja e Convento dos Lóios, Biblioteca Pública e Museu.
Consultámos o nosso quadro cronológico da História da Língua Portuguesa até ao século XIII.
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Foi então que António nos chamou a atenção para a muralha que rodeia a cidade porque foi uma das maiores defesas do país, desde os romanos até à Idade Média.
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E depois? E depois, nos finais do século XV começou o grande período dos Descobrimentos e Évora tem um símbolo (entre outros) bem interessante dessa época das viagens marítimas. António disse que a seguir íamos ver a Janela Manuelina :
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Mas como ainda estamos nesta zona do Templo de Diana, vamos aproveitar para conhecer o do Paço dos Inquisidores. Sabemos que foi precisamente durante o período dos Descobrimentos, no século XVI, que a Inquisição se instalou em Portugal. Será terrível recordar as torturas que estes inquisidores exerceram!
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Descemos até à praça do Geraldo para ver a «Janela Manuelina» e para visitar a Igreja de Santo Antão que teve uma longa história, pois foi construída entre o século XVI e o século XVIII.
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Entramos para observar o altar de talha dourada.
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À saída da igreja, António convida-nos a beber um sumo e comer um bolo de requeijão. Esta pausa foi óptima! Já estamos prontos para mais uma caminhada: vamos conhecer a Sé de Évora, um dos monumentos mais importantes desta cidade e que mostra os estilos da Idade Média ao século XVIII. Chegámos.
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A visita foi demorada. Continuámos a caminhar pelas ruas de Évora, parando aqui e acolá. São seis horas da tarde e António diz que tem uma surpresa para a noite: vamos ouvir o «cante alentejano», que tem um ritmo arrastado e lento parecido às cantigas tradicionais árabes, interpretado pelo Coro dos Ceifeiros de Cuba.
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