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António
Moniz, M. Celeste Moniz,
Olegário Paz,
Dicionário
Breve de «Os Lusíadas»
Editorial Presença
Rua Augusto Gil 35-A - Apartado 14031
1064-806 LISBOA
http://www.editpresenca.pt
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«a
pesar de
Locução que ocorre em V, 15:7 e significa contra
a vontade ou os desejos de. Surge com a forma actual, apesar de,
em II, 24:2 («apesar dos que leva») e em IX, 12:3.
a segundo
Locução
com o significado de segundo, conforme, em harmonia com.
Ocorre em VI, 2:2 («A segundo a polícia Melindana»), VI,
33:6 e VII, 47:4.
a tento
Em I, 95:7; VIII, 74:8 e X, 86:3. V.
tento.
abaixo
Em I, 23:2. 23:5; V, 61:7. 84:3. V.
baixo.
abalizada
Sinalizada com balizas que indicam o caminho a seguir na
barra de Mombaça. Intervindo, Vénus e as Nereides evitam que as naus,
para fugirem à traição, sigam tal percurso (II, 18:4).
Abássia
Abissínia ou Etiópia. Ao cantar as proezas militares do
governador da Índia, Lopo Soares de Albergaria, sucessor de Afonso de
Albuquerque (1515), a ninfa Tétis refere (de forma metonímica) o espanto
que tais proezas provocaram nas «roxas ribeiras Arábicas» e nas «Praias
da Abássia» (X, 50:7).
Abassis:
da Abássia. Estes povos, referenciados antes (X, 68:1), são ditos
como sendo, «de Cristo amigos» (X, 95:4). De facto, o
Preste João, identificado pela maioria dos escritores quinhentistas como
o imperador da Abissínia, era um príncipe cristão, ainda que
pertencente a um rito não romano, a Igreja copta.
abastado, abastança, abastar
Em VIII, 4:1; X, 120:6 e VII, 62:5; VIII,
76:5 e V, 6:4 e X, 111:2, respectivamente. V.
bastar.
abaxar, abaxo
Em IV, 56:2; VI, 63:8; VIII, 11:7; X,
22:2, 34:8, 41:6, 78:5 e 6 e IX, 13:1; X, 89:4,
respectivamente. V. baixo.
Ábila
Monte (em língua cartaginesa) africano (Ceuta), fronteiro ao
monte Calpe (Almina), no estreito de Gibraltar, ou «mar de Hércules».
Por isso, chamavam os Antigos aos dois montes «Colunas de Hércules». A
primeira referência a Ábila (III, 77:5) ocorre a propósito da
invasão do rei Miramolim em Portugal, com treze reis mouros, cercando D.
Sancho II em Santarém, como retaliação pelas conquistas de D. Afonso
Henriques, sendo derrotado. A segunda (IV, 49:5) reporta-se à
conquista de Ceuta, em 1415, por D. João I. A terceira (VIII,
17:4) indica a batalha naval de D. Fuas Roupinho frente aos mouros. A
quarta (VIII, 71:4) reforça a anterior, para logo lhe acrescentar
a descoberta do Hemisfério Sul, sob orientação do Infante D. Henrique.»
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