Braga
Braga
Permanecendo fiel à sua história, Braga abriu também os braços ao futuro. Tradição e progresso são, hoje, duas palavras-chave para compreender esta cidade, moderna e pujante. Vamos conhecê-la?
A pouco mais de uma hora de viagem do Porto, Braga – capital do verde Minho - é uma das mais importantes cidades do norte do país. No tempo dos romanos, foi conhecida como «Bracara Augusta», designação que atesta a sua importância como centro administrativo do império.
Poder e prosperidade marcaram também a história da cidade desde que, nos alvores da nacionalidade, é restaurada e consolidada a sua importância religiosa. Ainda hoje Braga é conhecida como a cidade dos arcebispos. Contudo, não pense que a cidade adormeceu à sombra das suas torres, como vai poder verificar por si mesmo.
A Praça da República é o melhor local para começar o seu dia. Como vai andar na rua, não deixe que o tempo o apanhe desprevenido. Dê, depois, um saltinho ao café Vianna, autêntico monumento da vida social bracarense. O Astória é outro café de grande tradição: um e outro são o local ideal para tomar logo o pulso à cidade.
No início da rua de São Marcos, a Casa dos Crivos apresentar-se-á com grande singularidade arquitetónica. É um edifício austero, de notórias influências monásticas, com as janelas de guilhotina e as gelosias a criar um ambiente difuso no interior das salas.
Descendo em direção ao Largo Carlos Amarante, logo lhe surge, mais ao fundo, o Hospital de São Marcos. O edifício é encimado por oito imagens que se dispõem ao longo da balaustrada e que representam, em tamanho natural, mártires e apóstolos, da autoria do arquiteto bracarense Carlos Amarante.
Dê uma pequena volta pela zona e saia na Avenida da Liberdade. Lembre-se de que, em junho, será bem difícil romper pelos passeios, dada a multidão que acorre a Braga às festas de S. João. Identificará rapidamente o Teatro Circo, onde se encontra fixada a Companhia de Teatro de Braga.
Se quiser seguir mais para baixo, corte à direita pela pequena Rua do Raio. Encontrará o Palácio do Raio, também conhecido como Casa do Mexicano. Foi mandado construir no século XVIII por um comerciante abastado da cidade. Voltando para trás, passe junto ao Palácio dos Falcões.
Pouco a pouco, entrará na zona já dominada pela Sé Catedral. O passar dos séculos deixou marcas de estilos variados no monumento, mas não alterou as suas formas principais. O templo foi mandado construir por D. Henrique e D. Teresa, cujos túmulos se encontram numa das capelas.
A Sé é o coração das festividades religiosas da semana santa em Braga, que atraem numerosos visitantes todos os anos, do norte de Portugal à Galiza. No edifício contíguo ao claustro pode visitar o Tesouro da Sé, testemunho do desenvolvimento da indústria ligada à arte sacra em Braga, sobretudo a partir do século XVI.
Da Praça do Município passe seguidamente ao antigo Paço episcopal. O edifício é hoje ocupado por vários serviços da Universidade do Minho, entre os quais a Biblioteca Pública de Braga (integrada na Universidade desde 1975). Esta é uma das mais ricas do país, cheia de documentos provenientes de antigos mosteiros do Minho.
Na Rua dos Biscainhos, visite o museu do mesmo nome. Situado num palacete do século XVII, com um interessante jardim histórico, oferece-lhe uma pequena coleção de artes decorativas que vale a pena apreciar. Mais abaixo, na Rua do Souto, fica o Arco da Porta Nova, antiga entrada da Cidade.
Para terminar a visita, suba ao Bom Jesus do Monte, do outro lado da cidade. O elevador é uma verdadeira obra histórica, pois foi o primeiro funicular construído na Península Ibérica. Aprecie esta obra da engenharia oitocentista e, por fim, deixe-se surpreender com a vista sobre a cidade, verdadeiramente única.
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