Bragança
Bragança
Trás-os-Montes,
interesse histórico, cenários belos,
zona montanhosa e clima rude.
Vamos a caminho do nordeste transmontano, em direção a Bragança. Desde o século XII, este é um local de passagem das peregrinações a Santiago de Compostela.
A origem da cidade remonta a tempos muito antigos. A cidade desapareceu na altura das invasões bárbaras e foi restaurada no século XII no alto de um outeiro. Foi D. Afonso V, quem no século XV, lhe concedeu o título de cidade.
Marcámos encontro com o Sr. João na Praça da Sé. É ele quem nos esclarece acerca da história desta cidade que queremos conhecer. Fala-nos de alguns monumentos a visitar: o Cruzeiro, a Sé Catedral e o Palacete dos Calaínhos.
Já na Praça de S. Vicente, subimos até à cidadela. Também aqui o Sr. João nos fala de monumentos importantes. Encontramos o que resta do castelo construído em 1187 por D. Sancho I.
Por trás da cidadela fica o Domus Municipalis, um austero edifício pentagonal, belo exemplo de arquitetura românica. Paramos a admirar as janelas góticas da Torre de Menagem, onde existe hoje o Museu Militar. Visitamos depois a Igreja de Santa Maria, datada de inícios do século XVI.
É aqui que o nosso amigo nos dá uma verdadeira lição sobre o vocabulário transmontano. Desejoso de nos agradar, fala-nos também de ilustres nomes transmontanos, como o escritor Miguel Torga e a pintora Graça Morais.
Como nos diz o Sr. João, não podemos falar de Bragança sem fazer referência à história da monarquia portuguesa e sem mencionar a última dinastia de reis de Portugal: a dinastia de Bragança.
Preparamo-nos para partir. O nosso anfitrião sugere-nos que passemos em Mirandela, conhecida pelo presunto e pelas alheiras. Vai ser aí o nosso jantar para regressarmos ainda mais deliciados.
Despedimo-nos de Trás-os-Montes, mas já com vontade de voltar. Talvez na primavera, altura em que Bragança adquire um tom branco, quando as amendoeiras em flor cobrem os vales.
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