Coimbra
Coimbra
Quantas lendas e quantos segredos se podem contar sobre esta cidade?
Propomos-lhe uma visita, acompanhada por um estudante de Coimbra, para reviver acontecimentos da história de Portugal, lendas e mitos sobre o amor, a saudade e a tristeza.
Estamos sentados aqui, neste muro, que fica nas margens do rio Mondego. Podemos ver, ali no alto, a Universidade de Coimbra. Esta Universidade é uma das mais antigas da Península Ibérica e foi fundada, por D.Dinis, nos finais do século XIII.
Começamos a imaginar como seria a vida no tempo de D. Dinis. A certa altura da conversa, sabemos que D. Dinis se casou com uma princesa de Aragão (Espanha), que era muito generosa, e que, quando morreu, ficou conhecida por ser a Rainha Santa Isabel. Nos nossos dias, celebram-se, em Coimbra, as festas de culto à rainha Santa em todos os anos pares durante o mês de julho.
Conta-se uma lenda muito curiosa acerca da Rainha Santa.
Uma vez, a rainha andava, às escondidas do rei, pelas ruas estreitas de Coimbra, a dar pão e comida aos pobres, pois nesse tempo havia muita, mas muita miséria. O Rei, que vinha da caça, encontrou-a e perguntou :
-Que fazeis, Senhora minha, com essa gente a gritar? Que esconde vosso regaço, Rainha de Portugal?
E a Rainha, que andava a dar esmolas, respondeu :
- São rosas, meu Rei.
- E logo, por milagre, apareceram umas lindas flores (que nem eram da época).
Era o Milagre das Rosas!
O nosso amigo aconselha uma visita ao Convento de Santa Clara-a-Nova, onde se encontra sepultada a Rainha, num túmulo de prata, e ao Museu Machado Castro, para ver o tesouro da Rainha Santa.
Das margens do Mondego olhamos, de novo, para a Universidade e ficamos a saber aspetos interessantes sobre a vida universitária ao longo dos tempos: desde o período dos descobrimentos (século XVI) até aos anos 60, com as crises académicas. Ficamos a conhecer os poetas portugueses, os cientistas e os políticos que estudaram nesta cidade. O grande romancista Eça de Queiroz e o poeta Antero de Quental, entre outros, fizeram referências à Universidade de Coimbra, nas suas obras.
O percurso continua...
Caminhamos. E, numa esquina, ouvimos o fado de Coimbra cantado por estudantes.
De repente, os estudantes tocam um fado lindíssimo, de um poema antigo. Começa assim:
Se queres saber, amor, porque te quero,
Pergunta a um velho marinheiro...
Estamos, neste momento, na Quinta das Lágrimas. O nosso amigo vai contar a mais bela, mas trágica, história de amor: a história de Pedro e Inês.
Já é tarde - está na hora da despedida.Vamos partir. Alguém lembra uns versos soltos de António Nobre, poeta do final do século XIX:
«Vem a Coimbra. Hás-de gostar, sim, meu Amigo.
Vamos! Dá-me o teu braço e vem daí comigo»..
Outras sugestões de consulta:
Locais a visitar na cidade.
Informações de alguns monumentos.
Ruínas de Conímbriga.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |




