Guarda
Guarda
Farta.
Fiel.
Formosa.
Forte.
Fria...
Eis o mais completo retrato, segundo a tradição, da cidade que o convidamos a descobrir. A Guarda é também a cidade mais alta de Portugal.
Situada junto à Serra da Estrela, são oitocentos anos de história que a cidade nos oferece, marcados pela história militar (ligada à «guarda» da fronteira) e pela tradição religiosa. A cidade deve a sua fundação ao segundo Rei de Portugal, D.Sancho I, como o comprova este belo documento de foral.
Retido na cidade, compondo talvez aqui uma cantiga de amigo, terá este Rei-Poeta da nossa época medieval colocado na boca da sua amante (a famosa Ribeirinha) a expressão de uma saudade que era também sua. Ay eu coitada...
O centro histórico da Guarda encontra-se construído no alto, em torno do castelo. Deste, conserva-se a Torre de Menagem, onde nos encontramos, a 1056 m de altitude. Em baixo, vemos o conjunto urbano. São quatro as Portas da Cidade. Vamos conhecê-las?
O coração da cidade situa-se na Praça Luís de Camões, também conhecida por Praça Velha. Aqui se encontra a Sé-Catedral. Começada a construir no século XIV, ficou concluída já no século XVI. Todos os guias turísticos se referem à beleza do seu retábulo renascentista.
Da Praça Velha, seguimos em direção a outros monumentos famosos da cidade. Atraídos pelos painéis de azulejos setecentistas, inspirados em motivos religiosos, dirigimo-nos para a Igreja de S. Vicente.
Deste lado da cidade fica a Judiaria. Os Judeus constituíam uma comunidade separada. A Judiaria é um dos recantos mais castiços da cidade e ainda hoje pode ser visitada. Muitas pessoas vêm aqui propositadamente para conhecer o que resta da Guarda judaica.
Na antiga Rua Direita, detemo-nos brevemente para admirar esta Janela renascentista. Prosseguimos o nosso passeio até à Igreja da Misericórdia, construída nos finais do século XVIII, e passamos também pelo Paço Episcopal, instalado na ala de um edifício de começos do século XVII.
De novo nas imediações da Praça Velha, aproximamo-nos do final do nosso passeio. Deparamo-nos ainda, na Rua dos Clérigos, com um bonito edifício habitacional dos séculos XIV e XV, depois com um nobre exemplar da arquitetura civil da Guarda, construído no século XVII: o Solar dos Alarcão.
Além da cidade mais alta de Portugal, a Guarda é também uma das cidades mais frias nesta altura do ano. É altura de nos recolhermos num café, atraídos pelo crepitar da lenha numa lareira. O Jornal Novaguarda dá-nos as novidades da região. No Termómetro de Notícias, aquecemo-nos com as últimas!
Lá fora vão-se acendendo as iluminações de Natal. À conversa com o senhor Pereira (e não estranhamos aqui a origem judaica do seu apelido), ficamos a conhecer algumas tradições da natividade. Admiramos o presépio.
À medida que anoitece, outros homens vão chegando, deitando-nos um olhar de curiosidade. Quanto a nós, preferimos regalar-nos com certas especialidades da gastronomia regional, que são de fazer crescer água na boca!
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