Lagos


Lagos


A excecional geografia e as condições naturais fizeram de Lagos a capital do reino do Algarve, desde 1578 até 1755. Atualmente, as magníficas praias são a atração dos veraneantes.


Situando-se no local da romana Lacóbriga, Lagos pertence à região algarvia. A história da cidade está intimamente dependente do mar e das atividades marítimas. Aqui se cruzaram povos de culturas e origens diversas.

A região está fortemente ligada à história da expansão portuguesa. Em 1415, teve aqui início a viagem rumo à conquista de Ceuta, sob o comando do Infante D. Henrique. Também de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador.

Facilmente chegamos a Lagos, pois são várias as opções de transporte: aéreo (até ao aeroporto de Faro), ferroviário (CP - Caminhos de Ferro Portugueses, responsável pela Secção Museológica de Lagos) e rodoviário (de autocarro, ou de carro).

Para iniciarmos a nossa visita, partimos da Praça da República e vamos visitar alguns monumentos. Começamos pela Igreja de Santo António. Fachada de estilo barroco, teto abobadado, possui uma única nave e está ricamente decorada com azulejos azuis e brancos e talha dourada.

Passamos ao Museu Municipal, anexo à Igreja de Santo António, com a sua coleção arqueológica. Entramos depois na Igreja de Santa Maria, igreja matriz de Lagos, que data do séc. XVI. Destruída pelo sismo de 1755, foi restaurada no séc. XIX, mas mantém a entrada quinhentista.

Paramos agora a observar uma janela manuelina, no local onde funciona o centro de estudos Gil Eanes. Diz a tradição que D. Sebastião terá falado desta janela antes de partir para Alcácer Quibir. Já na Praça Infante D. Henrique, admiramos a estátua do «Navegador» e visitamos o Mercado de Escravos.

Na Praça Gil Eanes, a proximidade do oceano abre-nos o apetite... Vamos primeiro provar um moscatel da Aldeia de Lagos. De seguida, escolhemos uma cataplana de peixe à algarvia.

Não podemos esquecer os perceves, apanhados em cada maré! No fim, deliciamo-nos com os Dom Rodrigos, os Morgados ou os Merengues - porque a doçaria algarvia dá várias utilizações aos figos e às amêndoas.

Seguimos até à Marina de Lagos. Inaugurada em junho de 1994, possui ótimas condições de navegação. Várias atividades físicas são aqui viáveis: passeios de bicicleta, de barco, ou mesmo um cruzeiro na costa. Podemos ainda obter algumas informações sobre mergulho.

Os cenários naturais de grande beleza fazem a fama de Lagos. Vamos, então, à procura das praias. Estas são consideradas das mais belas do Algarve: a praia de Dona Ana (25 minutos a pé do centro da vila) e a praia do Camilo (um pouco mais adiante).

Esplêndida é também a vista que nos oferece o areal macio e branco da Meia Praia, que se estende por mais de dois quilómetros. O realizador Cunha Telles transportou para a tela os seus pescadores no filme «Índios da Meia Praia», com um tema cantado por Zeca Afonso.

Não vamos embora sem passar no promontório da Ponta da Piedade, que abriga a baía de Lagos. É um local bastante atraente, com as suas águas transparentes, grutas e rochas.

Monumentos, praia, sol e boa comida... acabamos o nosso passeio com a sensação de um dia bem passado.

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