Lisboa dos Descobrimentos
Lisboa dos Descobrimentos
Século XV,
centro de comércio de especiarias e pedras preciosas,
Lisboa dos Descobrimentos
Estamos em Belém, zona ribeirinha onde se encontram diversos monumentos da época áurea dos Descobrimentos Portugueses do século XV. Provavelmente, terá sido este o local de onde Vasco da Gama saiu para chegar à Índia, em 1498.
Começamos a nossa viagem perto de um monumento emblemático da expansão portuguesa: a Torre de Belém.
Outrora situada no meio do rio Tejo, e encontrando-se hoje na sua margem, a Torre de Belém é um forte de estilo manuelino, concebido pelo arquiteto Francisco Arruda, ainda no reinado de D. João II, e construído entre 1515 e 1519, no reinado de D. Manuel I.
Continuamos a nossa visita até ao Monumento das Descobertas, ou Padrão dos Descobrimentos. Trata-se de uma construção em forma de caravela, ancorada no Tejo, com o Infante D. Henrique à proa e uma tripulação de heróis.
À entrada, paramos a observar, no chão, a enorme rosa dos ventos, representativa das descobertas. Datado de 1940, o monumento original constituiu uma homenagem aos heróis das conquistas marítimas.
Aqui à nossa frente está o Mosteiro dos Jerónimos, um dos monumentos mais grandiosos de Lisboa, uma das maiores obras quinhentistas. A sua construção data de 1502, situada na antiga praia do Restelo.
O Mosteiro dos Jerónimos é um extraordinário exemplo da complexidade do estilo arquitetónico manuelino. Paramos a admirar a profusão de temas heráldicos e naturalistas na sua decoração.
Visitamos agora os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, dois nomes ligados aos Descobrimentos. Soubemos que, em 2002, foram concluídos vários trabalhos de recuperação e conservação deste mosteiro, que há seis anos vinham a ser efetuados.
Aqui bem próximo, entre o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro, não podemos deixar de observar um outro edifício, já do século XX e de arquitetura bem distinta: o Centro Cultural de Belém. Em 1992, foi sede da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia e, desde 1999, é sede do Museu do Design.
Ao lado do Mosteiro dos Jerónimos, fica o Palácio de Belém. Seguimos nessa direção. No caminho, aproveitamos para entrar na famosa pastelaria e comprar os não menos famosos pastéis de Belém, que comeremos mais tarde.
Chegamos ao Palácio. A sua história remonta ao século XVI, tendo sido, desde então, objeto de sucessivas remodelações. Desde 1910, é a residência oficial do Presidente da República.
Apanhamos o elétrico e saímos na Praça do Comércio.
Continuamos o nosso trajeto, desta vez a pé, e paramos no Campo das Cebolas. Chama a nossa atenção um edifício quinhentista, bastante original, que se destaca de todos os outros: a Casa dos Bicos.
O nosso passeio está a terminar e queremos restabelecer as forças próximo do rio.
Escolhemos um local que, em 1998, sofreu grandes transformações para acolher a última exposição mundial: o Parque das Nações.
Aqui descansamos. À nossa volta, são vários os motivos que nos trazem à memória a conquista dos mares.
Com o rio como pano de fundo, ficamos a ler alguns versos de Os Lusíadas, enquanto nos deliciamos com os pastéis de Belém, polvilhados com canela e açúcar.
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