Montemor-o-Velho
Montemor-o-Velho
Em Montemor-o-Velho, temos a sensação de que o tempo passou mais devagar. Venha connosco nesta visita. A vista do castelo vai deixá-lo deslumbrado. A história da vila, curioso.
Ao chegarmos, logo o castelo nos acena do alto e nos dá as boas vindas. Entre a história e a lenda, sentimo-nos tentados por uma viagem ao passado da vila. Vamos, então, à descoberta das suas origens, que remontam aos tempos da reconquista cristã.
Já no castelo, começamos a visita. A estrutura deste monumento é imponente. De construção anterior à fundação da nacionalidade, desempenhou um papel importante na reconquista e no povoamento da zona centro do território.
É, hoje, um dos monumentos nacionais do género mais bem conservados. A vista sobre os campos férteis do Mondego é admirável. Perto, a poucas centenas de metros, fica o paul do Taipal, que alberga variadas espécies animais.
Quantas histórias ficaram para sempre guardadas nas ruínas do Paço das Infantas! Uma dessas histórias está ligada aos amores de Pedro e Inês. Em 1355, D. Afonso IV reuniu neste local o seu conselho. Aqui ficaria decidido o destino de Inês de Castro, que se encontrava na Quinta das Lágrimas, próximo de Coimbra.
Outras histórias guardará também a igreja de Santa Maria da Alcáçova, onde entramos de seguida. Além dos retábulos, merecem atenção algumas esculturas. O destaque vai para uma imagem da Senhora do Ó, aqui conservada, das poucas que terão escapado à Inquisição.
Descemos à vila, que cresceu à volta das muralhas do castelo, sujeita, até há poucas décadas atrás, às águas transbordantes do velho Mondego. Passamos pelo antigo convento dos Anjos. Na igreja, do século XVI, observamos o túmulo de Diogo de Azambuja.
Diogo de Azambuja notabilizou-se nas ações de exploração e conquista da costa africana no século XV. Figuras históricas ligadas a Montemor são também, no século XVI, Fernão Mendes Pinto, o grande aventureiro que escreveu a Peregrinação, e Jorge de Montemor, autor da Diana.
Seguimos, agora, numa pequena volta pelo centro. Passamos em frente do Teatro Esther de Carvalho, de fachada renovada. Neste espaço decorrem todos os anos algumas das manifestações do Citemor, um festival de teatro que anima a vila nos meses de verão.
Na Praça da República, aproveitamos para saborear as espigas doces de Montemor e os famosos pastéis de Tentúgal. Na praça, os Paços do Concelho e o antigo Hospital Real são edifícios de interesse turístico que não passam despercebidos.
Ainda visitamos a Igreja de S. Martinho, cuja construção remonta ao século XII, e a Igreja da Misericórdia, dos finais do século XVI. Num postal de Montemor, mandamos lembranças aos nossos amigos. Terminamos a nossa visita com um pequeno percurso na região.
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