Francisco Tropa

Francisco TropaLisboa ¶ 1968

  Francisco Tropa
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Abílio Leitão

Estudou na Escola António Arroio em Lisboa e completou o plano de estudos no Ar.Co., onde é professor no Departamento de Escultura desde 1996. Desta mesma instituição foi bolseiro no Royal Colege of Arts de Londres (1992) e, entre 1995-1996, foi bolseiro da Fundação Alfred Topfel na Kunstakademie, Münster. Entre os prémios que recebeu encontram-se o Prémio Amstelveen (1997) e o Prémio de Desenho da Bienal das Caldas da Rainha (1998). Tendo começado a expor no final dos 80, foi na década seguinte que viu o seu trabalho reconhecido com participações em diversas exposições colectivas, que culminaram no projecto realizado em parceria com Lourdes Castro para a XXIV Bienal de São Paulo (1999) e a participação na Bienal de Veneza com Une table qui aiguisera votre appetit - Le poids poli, 2003. A sua obra gira em torno dos modos de ver e percepcionar os espaços, onde o observador, chamado a participar, reconstrói ou completa permanentemente a obra. Cada peça é, portanto, um momento dilatado e delimitado no tempo da observação e da assimilação dos seus conceitos. Assim, as suas obras são, antes de mais, "situações em processo" que ganham sentido pela e na percepção experienciável. Num cruzamento entre performance e instalação, Francisco Tropa cria ambientes que denotam uma preocupação científica pelo volume ocupado pelos objectos, pelo comportamento das coisas no espaço (Aproximando pessoas creativas, 2002, Galeria Porta 33, Funchal). O artista confere aos seus projectos uma elegância próxima da redução minimalista, com referências subtis à abstracção geométrica das Vanguardas históricas. Densidade, gravidade, massa, volume e espaço são palavras-chave no seu léxico artístico, por vezes associados a mecanismos que geram movimento. No entanto, os materiais utilizados pelo autor são tão diversos como o som (Os Potes e Farol, 2002), a palavra, as ondas de água ou o pó (Observatório de Pó, 1996) e os métodos tão variáveis consoante as circunstâncias de cada peça. Se é ao nível da percepção sensorial e cognitiva que as suas obras ganham significado, é no exercício da observação (Observatório de Insectos, 1996 e Projecto Casalinho, 1997) que o espectador, num processo de autoconhecimento, interage e se funde com os objectos.

 

 

 

 

Ficha Técnica | Credits