Marck Anahory Athias (1875-1946)

Marck Athias, de ascendência judaica, nasceu no Funchal, a 11 de Dezembro de 1875. Concluiu o curso de Medicina na Faculdade de Medicina de Paris, em 1897, onde teve oportunidade de privar com histologistas e fisiologistas de renome internacional, entre os quais se contava Mathias Duval, discípulo de Santiago Ramón Y Cajal, Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia de 1906. Foi muito influenciado pelas ideias e pelos trabalhos de histofisiologia nervosa de Santiago Ramón y Cajal, que na época geraram grandes controvérsias.

Marck Athias chegou a Lisboa em 1897, e foi acolhido por Miguel Bombarda que com ele partilhava a defesa da teoria do neurónio de Cajal. Logo que iniciou a sua actividade científica em Portugal, foi congregando em torno de si jovens interessados em prosseguir uma carreira científica. Unidos por um ideal comum de universidade e de investigação científica, constituíram um grupo coeso e com identidade própria, ficando indelevelmente ligados à "geração de 1911".

A actividade de investigação de Athias foi-se diversificando por diferentes instituições: o Hospital de Rilhafoles, o Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, o Instituto Pasteur de Lisboa, a Escola Médico-Cirúrgica, o Instituto de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Lisboa, o Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, e, o Instituto Português de Oncologia.

Athias deixou uma obra de 138 publicações, que incluem biografias científicas (D. Carlos I, Miguel Bombarda, Fernando Matoso Santos, A. Laveran, Santiago Ramón y Cajal, Albert Dustin, Max Askanazy, Henrique Parreira e Carlos França); textos didácticos escritos para os alunos da Faculdade de Medicina (os guias dos trabalhos práticos de fisiologia, e os exercícios de química fisiológica); artigos de divulgação, relatórios de viagens ao estrangeiro ou das instituições em que trabalhou ou dirigiu e, artigos científicos.

Gráfico 1.1 - As publicações de Marck Athias efectuadas entre 1895 e 1946

No conjunto dos 35 artigos de divulgação, que constituem a segunda maior percentagem de publicações, estão incluídos vários tipos de trabalhos: relatórios de viagens científicas e de actividade desenvolvida nalgumas instituições; trabalhos de estudo prévio sobre o cancro e o seu combate, e, as conferências de âmbito científico, que realizou no Instituto Rocha Cabral, constituídas por sínteses temáticas, dirigidas a um público especializado mas diversificado nos seus interesses de ensino e investigação.

Os artigos científicos, aqueles que representam a maior contribuição de Athias, distribuem-se pelas áreas segundo as quais orientou a sua escola de investigação, a histologia, a histofisiologia, a histopatologia, a fisiologia e química fisiológica. O programa de investigação desenvolvido pela escola de Marck Athias iniciou-se pela histofisiologia nervosa, em 1897, área na qual Athias fizera as primeiras contribuições científicas em 1895, e prolongou-se até 1915. Esta área alargou-se para abranger a histofisiologia geral a partir de 1905 e diversificou-se para a fisiologia e a química fisiológica, a partir de 1911, e a histopatologia a partir de 1923. Pode afirmar-se que os métodos e técnicas da histofisiologia, “migraram para novas áreas de ignorância” das quais se destaca endocrinologia. Podemos assim dizer que o programa da escola de investigação de Athias operou duas mudanças importantes: primeiro consolidou na investigação fisiológica portuguesa uma abordagem ao nível da célula e não somente ao nível do órgão; com a química fisiológica anunciou a transição do nível celular para o molecular, no âmbito da fisiologia.

Marck Athias e os seus discípulos defenderam um conjunto de ideais, alguns deles de inspiração positivista, característicos do ideário republicano e advogaram um modelo de universidade e de investigação científica inspirado na reforma universitária germânica, iniciada em Berlin em 1809. Os discípulos de Athias, particularmente Celestino da Costa e Ferreira de Mira, ecoaram através dos seus escritos doutrinários os debates sobre estas questões ocorridos na Europa e, muito especialmente em França, entre 1870 e a I Guerra Mundial. Para além de defenderem uma prática universitária baseada na pesquisa, na qual a escola de investigação era uma peça fundamental, defenderam ainda a divulgação e a propaganda científicas na sociedade em geral, a promoção da cultura científica entre os investigadores por forma a contrabalançar a excessiva especialização, o intercâmbio científico entre pessoas e instituições, e, finalmente, a criação de sociedades científicas e de publicações especializadas. Neste capítulo, Athias envolveu-se na criação de duas sociedades científicas vocacionadas para as ciências biomédicas, de pendor experimental. Em 1907 fundou juntamente com A. Celestino da Costa e Abel Salazar a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, e, em 1920, a Sociedade Portuguesa de Biologia. Para além disso, controlou a actividade editorial destas sociedades, nomeadamente, as correspondentes revistas, cujo objectivo visava, por um lado, difundir a sua produção científica, por outro, controlar a produção científica nacional nas áreas de influência da escola. Foi precisamente através destes canais de difusão do conhecimento que Marck Athias e a sua escola não só internacionalizaram a medicina portuguesa durante a primeira metade do séc. XX, como também criaram na comunidade científica local a necessidade de uma produção científica original e regular, orientada por padrões internacionais.

A escola de Marck Athias não se extinguiu pois com o desaparecimento do mestre. Nomeadamente, as novas áreas disciplinares originadas pelo desenvolvimento do seu programa de investigação tiveram continuidade pela mão dos seus discípulos, como sejam, a histopatologia oncológica, a endocrinologia e a química fisiológica. Neste contexto se entende a importância que Athias teve na contextualização da medicina experimental portuguesa na primeira metade do século XX, na senda de uma maior cientificidade desta área do conhecimento humano.

Publicações


Ver anexo

Isabel Amaral


Bibliografia

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Anexo Publicações de Marck Athias

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Athias, M.,  “La régénération du testicule chez le dindon incomplètement châtré,” Comptes Rendus de la Socièté de Biologie de Paris, 107, (1931), 1177-1180.
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Athias, M.,  “Les effects de la castration chez le Dindon,” Comptes Rendus de la Socièté de Biologie de Paris, 100, (1928), 513-514.
Athias, M., “Les mouvements automatiques de l’estomac et de l’intestin isolés des Sélaciens,” Comptes Rendus de la Socièté de Biologie de Paris, 83, (1920), 872-873.
Athias, M., “Professor Fernando Mattoso Santos”, Jornal de Sciencias Naturais, 1, (1921). 
Athias, M., “Sur l’antagonisme des glandes sexuelles. A propos des notes récents de A. Lispchútz et H. E. Voss,” Comptes Rendus de la Socièté de Biologie de Paris, 91, (1924), 232-233.
Athias, M., “A. Laveran”, Jornal de Sciencias Naturais, 2, (1922). 
Athias, M., “Caracteres Sexuais”, Colecção Natura, 1, (1923). 
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Athias, M., “La vacuolisation des cellulles des ganglions spinaux chez les animaux á l’état normal”, Anatomischer Anzeiger, 27, (1905), 9-12.
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Athias, M., “Observations cytologiques sur l’ovaire des Mammifères. Les cellules interstitielles de l’ovaire chez le Cobaye, foetus à terme et nouveau-né,” Anatomischer Anzeiger, 39, (1911), 238-240.
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