Em jeito de modesto contributo para a compreensão do Pessoa teórico da tradução, apresentamos a citação seguinte, extraída do texto apresentado com o n.º 91 na obra Pessoa Inédito:

Posso traduzir, através de idioma intermédio, qualquer poema grego, desde que consiga aproximar-me do ritmo do original, para o que basta saber simplesmente ler o grego, o que de facto sei, ou que obtenha uma equivalência rítmica.
Dessa maneira traduzi alguns poemas da Antologia Grega. A única coisa a perguntar a quem saiba grego e português, é se a minha tradução está certa quanto ao sentido do poema, e se consegue uma equivalência rítmica suficiente. A traduções dessas posso legitimamente apor «uma tradução de F. P.», sem que tenha de acrescentar «através do inglês» ou outra frase de igual teor. O que não posso é pôr «traduzido do grego», ou de qualquer outro modo insinuar que assim traduzi. O que não posso é criticar uma tradução alheia da mesma espécie, excepto como se criticasse um original português, e muito menos posso apor notas sobre o texto grego à minha tradução.



Pessoa Inédito, Coord. de Teresa Rita Lopes, Lisboa, Editorial Livros Horizonte, 1993, p. 219.

| Número 6 | Abril 2005 |
Editorial
Artigo
Joyce em Português Europeu. As funções dos paratextos (...)
Patrono
S. Jerónimo no Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa)
Dicionário
André Dias
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Citação
Fernando Pessoa
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